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Resenha: 20000 léguas submarinas

  • 19 de jul. de 2015
  • 2 min de leitura

A aventura do professor Arronax começa quando um monstro marinho assola os mares e causa naufrágios ao redor do mundo. Histórias são contadas sobre a velocidade da besta e o aumento do número de embarcações danificadas por um infeliz encontro com o monstro provoca pânico na população mundial. As nações europeia e americana pronunciam-se considerando o monstro com um ser perigoso que precisa ser abatido. Acionado pelo governo americano, o navio Abraham Lincoln se lança aos oceanos Atlântico e Pacífico em uma caçada desenfreada pelo o que acreditam ser um monstruoso cetáceo. Juntam-se a essa aventura o professor naturalista Arronax, seu escudeiro fiel Conseil (significa Conselho) e Ned Land, famoso por sua habilidade com o arpão.

O que os aventureiros não previram é que, na verdade, não existia nenhum cetáceo gigante, e sim o poderoso Nautilus, embarcação submarina capaz de suportar a pressão exercida pela água nas profundezas dos oceanos. O submarino continha uma cozinha industrial, uma casa de máquinas movida à eletricidade retirada do sódio (elemento existente em abundância nas águas salgadas) e uma biblioteca com mais de dois mil livros. – Impressionante, não é mesmo? Só nosso amigo Júlio Verne pra pensar em algo assim.

Mas o fato é que os três protagonistas não são meros convidados do capitão Nemo. Após um embate entre Abraham Lincoln e o suposto cetáceo, os amigos Arronax, Conseil e Ned Land caem n’água, mantendo-se sob uma carapaça de metal até o amanhecer, momento no qual são surpreendidos por uma escotilha sendo aberta. Nesse ponto eles são capturados e mantidos como reféns, podendo assim circular livremente no interior da embarcação.

O nome do livro ganha sentido quando a aventura dos amigos chega ao fim. Após um longo período a bordo do Nautilus, Arronax, Conseil e Ned Land percorrem exatas 20 mil léguas submarinas. Ao longo dessa viagem, visitaram o fundo dos oceanos e vasculharam mares nunca visitados anteriormente. Deparando-se com maravilhas e riquezas nunca antes imaginadas.

O ambiente criado por Júlio Verne para sua obra de ficção cientifica vai de caótico a fantástico. E, mesmo sendo escrito em 1870, o autor é tão detalhista que me senti lendo uma obra ainda desse século. Vale ressaltar que na época de sua criação, era impossível pensar em uma embarcação que submergisse até as profundezas do oceano sem ser esmagada pela pressão da água.

Meu único problema com esse livro foi o tempo gasto tentando entender os cálculos matemáticos realizados por Arronax para medir a pressão exercida pela água nas profundezas do oceano. Sério, gastei muito tempo nisso e não conseguir entender o que são “dez atmosferas cúbicas”. Ainda assim, amei o livro, dou cinco estrelas e recomendo para fãs de clássicos, aventura e ficção científica. E se alguém souber o que é atmosfera cúbica, me conte, por favor.

Nota sobre o autor: Ao escrever Vinte mil léguas submarinas, Júlio Verne tornou possível, na imaginação do leitor, a primeira visão dos submarinos conhecidos nos dias atuais.

 
 
 

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